Ao Som da Chuva

Junho 17 2010

 

A tua pequena dor
Quase nem sequer te dói
É só um ligeiro ardor
Que não mata mas que mói

É uma dor pequenina
Quase como se não fosse
E como uma tangerina
Tem um sumo agridoce

De onde vem essa dor
Se a causa não se vê
Se não é por desamor
Então é uma dor de quê?

Não exponhas essa dor
É preciosa é só tua
Não a mostres tem pudor
É o lado oculto da lua

Não é vicio nem custume
Deve ser inquietação
Não a nada que a arrume
Dentro do teu coração

Talvez seja a dor de ser
Só o sente que a tem
Ou será a dor de ver
É dor demais

Certo é ser a dor de quem
Não se dá por satisfeito
Não a mates guarda bem
Guardada no fundo do peito!

publicado por DN às 22:44

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