Ao Som da Chuva

Junho 26 2008

 

Não me venhas falar de razão,
Não me cobres lógica,
Não me peças coerência,
Eu sou pura emoção.
Tenho razões e motivações próprias,
Sou movido por paixão,
Essa é a minha religião e a minha ciência.

Não me meças os sentimentos,
Nem tentes compará-los a nada,
Deles sei eu,
Eu e os meus fantasmas,
Eu e os meus medos,
Eu e a minha alma.
A tua incerteza me fere,
Mas não me mata.
As tuas dúvidas me açoitam,
Mas não deixam cicatrizes.

Não me fales de nuvens,
Eu sou o Sol e a Lua,
Não contes as poças,
Eu sou o mar,
Profundo, intenso, passional.
Não exijas prazos e datas,
Eu sou eterno e intemporal.

Não imponha condições,
Eu sou absolutamente incondicional.
Não esperes explicações,
Não as tenho, apenas aconteço,
Sem hora, local ou ordem.
Vivo em cada molécula,
Sou o todo e sou uno, 
Tu não me vês,
Mas sentes-me.

Estou tanto na sua solidão,
Quanto no meu sorriso.
Vive-se por mim,
Morre-se por mim,
Sobrevive-se sem mim.
Eu sou o começo e o fim,
E todo o meio.

Sou o teu objetivo,
A tua razão que a razão
Ignora e desconhece.
Tenho milhões de definições,
Todas certas,
Todas imperfeitas,
Todas lógicas apenas
Em motivações pessoais,
Todas corretas,
Todas erradas.

Sou tudo,
Sem mim, tudo é nada.
Sou amanhecer,
Sou Fênix,
Renasço das cinzas,
Sei quando tenho que morrer,
Sei que sempre irei renascer.
Mudo o protagonista,
Nunca a história.

Mudo de cenário,
Mas não de roteiro.
Sou música,
Ecôo, reverbero, sacudo.
Sou fogo,
Queimo, destruo, incinero.
Sou água,
Afogo, inundo, invado.
Sou tempo,
Sem medidas, sem marcações.
Sou clima,
Proporcional a minha fase.
Sou vento,
Arrasto, balanço, carrego.
Sou furacão,
Destruo, devasto, arraso.
Mas sou tijolo,
Construo, recomeço...
Sou cada estação,

No seu apogeu e glória.
Sou o teu problema
E a tua solução.
Sou o teu veneno
E o teu antídoto
Sou a tua memória
E o teu esquecimento.
Eu sou o teu reino, o teu altar
E o teu trono.

Sou a tua prisão,
Sou o teu abandono e
Sou a tua liberdade.
A tua luz,
A tua escuridão
E o desejo de ambas,
Velo o teu sono...
Poderia continuar me descrevendo
Mas já te dei uma idéia do que sou.
Muito prazer, tenho vários nomes,
Mas aqui, na sua terra,
Chamam-me AMOR.

 

 

publicado por DN às 23:57
Tags:

Poema triste
Nem a tristeza pode me alcançar, vou lançar a felicidade ao destino só ele pode me guiar nesta escuridão.
- A escuridão é tão forte que me dá até calafrio, o que posso fazer? Para me ajudar?
- Perguntas e Perguntas que jamais serão respondidas.

Será que um dia vou te encontrar felicidade, que nunca vem, e quando vem me amaldiçoa e deixa rastros de destruição neste eterno coração confuso.

Quem tem a resposta para as perguntas sem respostas, o ódio maldito que faz mal e acaba com tudo transformando tudo em ilusão.

Sem Pressa e com Precisão essa formula que não tem razão,
- é foda quando não tem sentido no que dizer e fazer.
saulo a 30 de Março de 2009 às 16:35

eternos sofredores... insaciaveis... angustiados... tambem me sinto assim na maioria das vezes
DN a 30 de Março de 2009 às 18:43

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