Ao Som da Chuva

Novembro 11 2009

 

 

 

 

 

Cá dentro não imagino o frio que possa fazer lá fora agora. Olho pela janela e não vejo ninguém caminhando pela rua que passa mesmo em frente, em partes quase impossível de caminhar, cheia de lama e buracos, noutras caminhando sem problemas.
Uma vez mais a chuva bate em minha janela, encosto meu rosto mas não a consigo sentir.
Recordo o caminho que já percorri ate estar aqui hoje e algumas das coisas encontradas, vejo da minha janela algum do caminho que ainda tenho pela frente, tento mas não consigo ver o fim do percurso.
A intensidade da chuva aumenta, ninguém pode decidir o momento em que surge ou quando ira parar.
Olho para o caminho em frente a minha janela e sem esperar vejo surgir ao longe alguém a percorrer o mesmo caminho já percorrido por mim, enfrenta os obstáculos do percurso, cai e volta a levantar-se, não desiste. Tento alerta-lo para o obstaculo que se encontra mesmo a sua frente mas não me ouve e volta a cair.
Cá dentro estou protegida dos obstáculos que possam surgir lá fora, mas nunca saberei o que ainda me poderia ter vindo a acontecer.
Decido continuar meu caminho, abandono a janela em que bate a chuva e dirijo-me para a porta. Ao chegar lá fora encontro alguém todo ferido, como eu em tempos também estava, alguém a quem o verdadeiro rosto era tapado pela lama e que a chuva ao longo do caminho aos poucos lava.
Seguimos juntos o caminho que um dia ambos conhecemos e iniciamos em alturas diferentes e que nenhum sabe qual será o fim.
Caminha-mos faça sol ou chuva, faça calor ou frio, juntos percorremos um caminho que irá
ter ao amanha.

 

Miss Devil


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