Ao Som da Chuva

Maio 19 2010

Estou totalmente pelo avesso.

Não sei se assim me faço verdade

ou fujo do tempo que não me espera mais.

Penso que às vezes é preciso saltar no escuro

para não dizer depois que a estrada passou e os pés não a seguiram.

 

Como dói a expectativa do tempo que não vivemos:

há o medo da volta, o cheiro do mistério,

esse pisar em sensações tão intensas e incertas...

 

Quem dera fechar os olhos e vislumbrar

todas as chaves na sequência que inventamos.

Mas os indícios não revelam onde a ave irá pousar.

De certo mesmo, só o momento em que a ousadia consentiu em voar. Basilina Pereira

 

 

publicado por DN às 13:24

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